Neuma Cortes Monclaro
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NEUMA CORTES MONCLARO, natural de Curitiba, onde nasceu no dia 9 de novembro de 1932, era filha do saudoso Desembargador Augusto Guimarães Cortes e de dona Ziloah Lima Moreira Cortes.

 Fez o curso de primário na cidade de Jaguariaiva e Rio Negro e o curso secundário em Curitiba, e posteriormente completou o de professora no Instituto de Educação no ano de 1950.

 Durante algum tempo exerceu o magistério, tendo lecionado no reputado grupo escolar Julia Wanderley. No ano de 1954 casou-se com o médico, Dr. Ney Menna Barreto Monclaro, e por não poder conciliar sua atividade escolar com os deveres de dona de casa acabou por deixar a profissão para qual possuía natural pendor.

 Enquanto nasciam-lhe os filhos; Augusto, Zélia e Ziloah, e cuidava desveladamente de sua guarda, de desenvolvimento e educação, nas horas de seu lazer praticava o desenho e em consequência a pintura, arte pela qual nutria uma invulgar predileção e que há muito estava presente em sua existência.

 Por ocasião do primeiro Salão de que participou expondo os seus trabalhos, explicou a sua inclinação para a arte.

 

 “A pintura sempre exerceu em mim um grande fascínio. Faço agora a minha exposição individual, convidada e incentivada pelo meu professor Luiz Carlos de Andrade Lima. Desde jovem, frequentei com grande interesse salões de Arte. Ao apreciar os trabalhos de Ricardo e Ema Kock, pude recolher com olhos ávidos de saber alguma orientação para meu aprendizado, pois na teoria da aquarela posso dizer que sou autodidata.

 Com Thorstein Andersen, em 1951, iniciei o desenvolvimento da minha sensibilidade para o desenho e a pintura. Tive ainda como professores Edilma Niclewicz e Guilherme Matter.”

 

 E para o professor Benedito Nicolau dos Santos Filho, que visitou a sua primeira exposição, a artista “soube transmitir em seus trabalhos pictóricos, uma “vida” surpreendente. Em suas aquarelas “entende-se logo a profunda mensagem contida nessa paisagem, seja ela qual for, mesmo, em se tratando de suas naturezas mortas”.  E em alguns “de seus óleos percebe-se nos traços gerais, a sensibilidade e a delicadeza de sua alma.”

 Pintora da paisagem paranaense e das marinhas de sua querida Caiobá, tinha entre outros projetos participar com os seus quadros em salões de Arte de São Paulo, mas esse intento o foi sustado pelo agravamento de sua insidiosa moléstia. Porém, havia participado de várias coletivas em nossa Capital, entre as quais na Biblioteca Pública, na Galeria Andrade Lima, Clube Curitibano, SH 360, Escola Alfredo Andersen, Salão de Arte União Gakusseis. Alguns trabalhos seus foram para outros estados do Brasil, e também para fora do país, precisamente Nova York, Miami, e Hanover na Alemanha. Produziu numerosos trabalhos em porcelana e também retratou com comovente fidelidade seus entes mais chegados e queridos.

 Na noite de 18 de julho de 1983, a doença pertinaz e irremediável, venceu a sua resistência e ela subiu para sempre embora ressurja com amplo vigor nos quadros que sua sensibilidade recolheu e flagrou na paisagem do Paraná.

Hoje a obra de Neuma continua sendo contemplada. Neuma foi homenageada em 1996 com uma praça em seu nome no bairro de São Braz em Curitiba e deixa um legado de arte e dedicação a pintura.